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Um Futuro Estado Possível

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A pessoa comum pensa que está a olhar para o futuro, enquanto luta por actualizar e realizar a sua personalidade nos termos das metas publicadas pela sociedade e pela cultura; mas, o que se actualiza é um prolongamento, e na maioria dos casos, uma repetição, modificada, apenas superficialmente, do passado genético e sócio-cultural. Temos de escolher entre a aliança com um passado que desejamos realizar à nossa própria maneira e a consagração a algo que para nós, como seres humanos maduros, é um futuro estado possível – o estado Transindividual. Uma vez feita essa escolha, cada aspecto astrológico é interpretado como uma oportunidade de transformação rumo à estrela.

Democracia Económica = Sustentabilidade Local, Regional e Planetária

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Como levar a sociedade, a partir do ponto onde se encontra, com as suas desigualdades, crises ambientais e de recursos, estrutura económica degenerada e ruptura social e política, a uma sociedade ideal progressista? Será preciso para tal um novo modelo económico que olhe para o mundo como ele realmente é, e que leve em consideração as contribuições da foto_mat_28333natureza às nossas vidas e à economia em si? Um modelo económico que vá além do conceito da maximização dos lucros garantindo que todos os recursos tenham uma máxima utilização, pois o lucro torna os indivíduos míopes e propensos a destruir a natureza e a esgotar os recursos naturais? Sem dúvida que sim! A única maneira de resolver a crise ambiental e de recursos será através da remoção dos poderes desses indivíduos e às suas corporações para podermos decidir o nosso futuro. É necessário um sistema que mova o poder de decisão para quem está disposto a ter em conta os recursos disponíveis e a destruição do ambiente na tomada de decisões económicas. O sistema actual assenta em premissas que são comprovadamente falsas e insustentáveis não só para o planeta e para as pessoas como também para a própria actividade económica. Na verdade, nunca o egoísmo privado baseado na obtenção do lucro se transformará em altruísmo público. Assim, será de esperar que a imposição sistemática dos custos sobre os menos capazes de os suportar e a reprodução implacável e crescente das desigualdades que separam as pessoas umas das outras conduza cada vez mais a sociedade à deterioração do estado social e democrático.

Mudanças de estilo de vida individuais e escolhas de consumidores informados conduziu a uma “lavagem-verde” pelas empresas capitalistas. Este recente criado capitalismo verde não oferece uma nova estrutura económica baseada nas necessidades das pessoas e do planeta. Continua fundamentalmente a ser uma economia de mercado baseada no lucro. Embora a Capitalismo Verdeconsciência verde tenha aumentado nas últimas três décadas a depredação corporativa do planeta tem aumentado muito mais. Campanhas de protesto têm conduzido a algumas mudanças governamentais mas a nenhuma reestruturação real da economia. A pequena escala que há de agricultura orgânica e energias alternativas ainda não é suficiente para evitar o aquecimento global. O capitalismo nos seus cálculos ignora as contribuições feitas pela natureza, toma os recursos naturais como garantidos e como um recurso livre, e esta contradição não pode ser compensada pelas taxas ambientais. As crises ambientais e de recursos são causadas ​​por um conflito entre a economia de mercado e o mundo externo real. Enquanto deixarmos os mercados decidir o curso de acção este conflito não poderá nunca ser resolvido. Assistimos diariamente à delapidação do planeta e ao desgaste da própria actividade económica devido à concentração da riqueza nas mãos de uns poucos. É pois, por isso cada vez mais necessário descentralizar a economia de modo a que haja um controle dos recursos e produção local direccionada para o atendimento das necessidades de consumo minimizando o impacto ambiental. O comércio indiscriminado de produtos que podem ser produzidos localmente é ineficiente e só é rentável porque o valor real da energia necessária para o transporte não é calculado.

386742_10150995022140788_1221208165_nAtravés da criação de Zonas Económicas Auto-Suficientes o sistema de Democracia Económica remete-nos para a importância das estruturas bio-económicas auto-sustentáveis tão necessárias para um futuro verde onde comunidades vibrantes projectam, elas mesmas, as suas casas, sistemas de energias renováveis, bem como moedas alternativas. Cada zona desenvolve o seu próprio plano económico impedindo a drenagem de riqueza reinvestindo no local com vista à auto-suficiência e ao desenvolvimento máximo em todos os sectores da economia. De salientar a importância do cooperativismo como promotor da auto-confiança e independência económica que desenvolve o espírito comunitário. Pois, uma comunidade em que as pessoas coordenadamente trabalham juntas pode conseguir muito mais do que indivíduos actuando subordinada e separadamente. Uma vez que as empresas cooperativas são propriedade dos seus membros os lucros são aplicados na área local fazendo circular o dinheiro na comunidade. Nas Zonas Económicas Auto-Suficientes surge o verdadeiro papel das comunidades que permite a colaboração e a interligação de pessoas em grupos auto-organizados que podem facilmente apoiar-se e decidir acerca das políticas comunitárias necessárias levando em conta a preservação do meio ambiente através de escolhas sustentáveis e actos resilientes maximizando o potencial da área.

democracia-economicaO sistema de Democracia económica caracteriza-se por uma economia descentralizada na qual as necessidades sociais e económicas estão garantidas constitucionalmente, o qual inclui uma visão espiritual universal de uma humanidade unida, um programa ecológico que incorpora tecnologias verdes eficientes e uma garantia mundial não só dos direitos das pessoas mas também dos direitos dos animais e da natureza. Cabe-nos a nós lutar por uma sociedade progressiva e pulsante com menos desigualdades, pleno emprego, com participação activa dos trabalhadores e com um crescimento e desenvolvimento equilibrado e ecológico. Esta luta (r)evolucionária é na sua essência silenciosa e pacífica. Começa dentro de cada um de nós através de mudanças de hábitos e perspectivas. Passa por ajudar os outros a mudarem e pela criação de associações que convirjam em valores e visões semelhantes.

Luís Miguel Dantas

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