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Meditações Metafísicas

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Sente-se imóvel, com a coluna vertebral erecta. Cubra os olhos inquietos com o véu das pálpebras. Mantenha-os imobilizados. Então, liberte a mente da consciência do peso corporal. Afrouxe as cordas dos nervos, atados aos pesados músculos e ossos de seu corpo.

Abandone a consciência de estar carregando um pesado feixe de ossos, envolto pelo espesso tecido da carne. Repouse.

Liberte a mente da consciência de ser um animal de carga. Não pense na carga do corpo, mas sinta a alma livre da incessante condição material do peso. Voe mentalmente no avião de sua fantasia, para cima, para baixo, para a esquerda, para a direita, até o infinito, ou até onde queira ir.

Sinta que a mente está livre do corpo, e medite nisso. Enquanto permanece sentado e imóvel, sinta-se além do corpo, demore-se nessa percepção, sonhe com ela… e a consciência de sua liberdade aumentará cada vez mais.

Emprego ao Serviço da Vida

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Não se pode construir uma sociedade genuína, verdadeiramente dedicada ao bem-estar colectivo se apenas medirmos a nossa contribuição à sociedade em termos de lucro e prejuízo. Sendo que o valor do dinheiro está no uso apropriado do mesmo, já o sentido do valor humano deve reflectir-se em cada acção, seja ela grande ou pequena. A necessidade actual da preservação da existência física se for aliada a ideais elevados que visam, não só o interesse pessoal de recompensa, mas também o interesse colectivo de evolução e progresso, poderá conduzir-nos a uma economia de dádivas onde o Amor pela Humanidade é o ponto principal.

Todos Procuramos Algo

A humanidade atravessa neste momento uma das maiores revoluções de sempre em termos de consciência, tanto individual como colectiva. A visão que o homem tem da Vida em si, como ser criativo e altruísta é o ponto principal de mutação, pois a relação de existência que até aqui estabelecia com Ela ampliou-se aos outros e ao universo em diferentes níveis, desde o mais material ao mais subtil. Torna-se neste momento, então, necessário entender as premissas essenciais da condução desta relação assente num sentimento colectivo de amor. Por muito que nos custe, hoje em dia, a sociedade “crua e nua” tem ainda dificuldade em lidar com este fenómeno de aquisição e expansão mais subtil de valores existenciais tão presentes e necessários no âmago da humanidade que verdadeiramente somos. Não seremos, pois, capazes de construir uma sociedade genuína, dedicada ao bem-estar colectivo se apenas medirmos a nossa contribuição à sociedade em termos de ganhos e perdas.

Interesses Ocultos

De dia para dia torna-se cada vez mais evidente a existência de interesses ocultos que se aproveitam da ignorância humana e que se encontram em todas as áreas da sociedade em especial nos negócios e na política. Estes interesses promovem um sem número de práticas e valores que visam unicamente desprover o ser humano da sabedoria que lhe facilita a relação saudável com a vida e com os outros, sendo a competitividade, a ganância e a corrupção, os seus instrumentos favoritos. O maior destes interesses é sugar a vitalidade da humanidade, criando para isso factores de desigualdade, de desinteresse e de privação das necessidades básicas da vida. Estes interesses ocultos têm provocado um grande sofrimento nas pessoas que, hoje em dia, sofrem aquilo a que poderemos designar por depressão colectiva. Uma depressão que é remediada pelas fábricas de entretenimento que visam sedar os oprimidos anulando a sua capacidade de intervenção na sociedade. Estes defensores de uma sociedade desigual que usam o disfarce da rectidão tentam convencer as pessoas que o seu próprio sofrimento resulta das suas más e incautas acções feitas no passado. Continuarmos a permitir que injustiças sociais se perpetuem anula não só a responsabilidade que cada um de nós tem como membros da sociedade, como justifica também a contínua posição dos governantes e as suas tomadas de decisões que nos afastam cada vez mais do nosso propósito colectivo de servir a humanidade. Há que, cada vez, mais criar pressões circunstanciais para que verdadeiras e progressivas mudanças aconteçam e que contribuam para um pleno desenvolvimento das pessoas sem comprometer os direitos inerentes da natureza.

Valor Utilitário vs. Valor Existencial

É sabido que cada um de nós possui, além do seu valor utilitário, um valor existencial. Como tal, nenhum ser humano tem o direito de explorar destrutivamente as plantas, animais ou a terra, sem respeitar o seu bem-estar ou a sua capacidade de regeneração. Do mesmo modo, temos o dever e a responsabilidade de utilizar e distribuir, de modo justo, os recursos da natureza, visando o bem-estar de todos. Sendo que o valor do dinheiro está no uso apropriado do mesmo, já o sentido do valor humano deve reflectir-se em cada acção, seja ela grande ou pequena.

Sincronização Interna

Quando nos sincronizamos com a vida, ela própria direcciona-nos com o caminho que necessitamos de percorrer para evoluir. Quando após termos aprofundado essa conexão interior com a essência que somos todos nós – a Alma sedenta de Amor – , todas as nossas acções serão coerentes com esse propósito maior que é providenciar o Amor à Humanidade. Para que esse elevado propósito possa ser aplicado, a mente humana precisa ser fortemente estimulada. Acima de tudo, necessitamos de formação moral e ideológica adequada para manter vivas as boas vibrações do nosso coração.

Sincronização Externa

O trabalho/emprego, qualquer ele que seja, a partir do momento que esteja de acordo com a nossa identidade e propósito maior deixa de ser um fardo para passar a ser uma expressão natural da relação que (co-)criamos com a natureza, com os outros, com a Vida. Nesse momentum – a força do movimento, entrelaçamo-nos com a vida e os laços produtivos que criamos tornam-se dádivas – a genuína acção incondicional e de serviço ao colectivo. Assim, o trabalho/emprego, caso reflicta as verdadeiras necessidades da comunidade onde estamos inseridos garante, por si mesmo, a sua preservação e continuidade.

Amor pela Humanidade

A necessidade actual da preservação da existência física se for aliada a ideais elevados que visam, não só o interesse pessoal de recompensa, mas também o interesse colectivo de evolução e progresso, poderá conduzir-nos a uma economia de dádivas.

“Quando o Amor pela Humanidade é o ponto principal, a questão de ganhos e perdas individuais torna-se secundária.” P. R. Sarkar

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