Saturno

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Saturno simboliza um processo psíquico, assim como uma qualidade ou tipo de experiência. Ele não é simplesmente um símbolo de dor, de restrição e de disciplina, mas também um símbolo do processo psíquico, comum a todos os seres humanos, por meio do qual um indivíduo poderá utilizar as experiências de dor, de restrição e de disciplina como um meio de ampliar a sua consciência e o seu desempenho. A Mapa AstralPsicologia demonstrou que no interior da psique individual há um motivo ou impulso em direcção à unidade ou integralidade. O estado de unidade é simbolizado por aquilo que é chamado de arquétipo do eu. Este símbolo não sugere perfeição, onde só estão incluídos os aspectos “bons” da natureza humana, mas sugere integralização, onde cada qualidade humana tem o seu lugar e está harmoniosamente contida dentro do todo. Este arquétipo está oculto por detrás de grande parte do simbolismo das várias religiões do mundo e poderá também ser encontrado no folclore e nos contos de fadas de todas as civilizações e de todas as eras da história. Intrinsecamente, ele é sempre o mesmo, embora a sua ornamentação exterior mude à medida que o homem se desenvolve.

Os Cinco Princípios Fundamentais

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Conceptualizado primeiramente pelo filósofo indiano P. R. Sarkar, em 1959, PROUT (Progressive Utilization Theory), Teoria da Utilização Progressiva, consiste num conjunto de objectivos, em cinco princípios fundamentais que delineiam uma estratégia económica para alcançar esses objectivos, um conjunto de sugestões de políticas, e uma teoria da história.

5PFP1A tomada de consciência e compreensão dos cinco princípios fundamentais da Teoria da Utilização Progressiva vem contribuir para a noção crescente de que, através da ética sócio-económica, da cooperação e do espírito de serviço é possível participarmos activamente na transição do sistema Capitalista, que sem rumo e desequilibrado falhou nas suas promessas, para um sistema de Democracia Económica onde as necessidades sociais e económicas básicas sejam garantidas a todos, respeitando os recursos e o planeta. Estes princípios não são sugestões de políticas, mas os princípios básicos em que são baseadas as políticas eficazes.

Os cinco princípios fundamentais:

  1. Não deverá existir acumulação de riqueza sem que a sociedade o permita.

É necessário limitar a acumulação de riqueza, a fim de atender às necessidades de cada pessoa. Caso contrário, torna-se impossível garantir os requisitos mínimos para todos ou elevar os padrões de vida em todo o mundo. Num mundo de recursos limitados os efeitos da sobre-acumulação por uma minoria não só priva a maioria de obter os requisitos mínimos necessários, mas também tem uma série de efeitos colaterais indesejáveis:

  • A sobre-acumulação não leva a investimentos produtivos, mas sim à especulação, sem fornecer quaisquer benefícios para a sociedade. Este uso improdutivo dos recursos concentra ainda mais a riqueza;
  • Uma grande disparidade de riqueza reduz a capacidade de compra da maioria incapacitando o crescimento económico;
  • Evidências recentes têm mostrado que há uma forte correlação entre as disparidades de riqueza e uma série de males sociais, tais como o uso de drogas, gravidez na adolescência, violência, crime, esperança de vida, etc;
  • A sobre-acumulação de riqueza, cria um impacto negativo no meio ambiente e esgota os recursos naturais;
  • A sobre-acumulação leva a uma cultura espiritualmente pobre.

Este princípio está baseado na ideia de que a sociedade é como uma grande família que cuida das necessidades de cada um e que partilha a sua riqueza comum. Esta visão é fundamental para uma sociedade saudável e para uma economia vibrante. De facto, se a acumulação ilimitada de riqueza é permitida, nenhuma economia pode verdadeiramente prosperar, e os interesses das pessoas comuns nunca poderão ser salvaguardados.

  1. Deverá haver utilização máxima e distribuição racional dos recursos materiais, subtis e causais.

O segundo princípio contém duas ideias centrais. A primeira é a utilização máxima, e a segunda é a distribuição racional.

Mesmo com um tecto sobre a riqueza e rendimentos, é impossível garantir as necessidades básicas de todos, a menos que os recursos do mundo sejam utilizados de forma eficiente. Assim, o conceito de máxima utilização de todos os recursos, é central para a Teoria da Utilização Progressiva. Com efeito, o bem-estar de toda a população depende de quão eficiente é a utilização dos recursos. Á medida que os recursos forem utilizados de forma mais eficiente, os padrões de vida das pessoas poderão aumentar.

No entanto, mesmo que os recursos sejam utilizados ao máximo, eles também precisam ser distribuídos de forma racional, se quisermos ver benefícios tangíveis. Se as disparidades de riqueza aumentarem, a utilização máxima dos recursos não é possível. Os dois lados reforçam-se, e por isso estão incluídos no mesmo princípio.

  1. Deverá haver utilização máxima das potencialidades físicas, mentais e espirituais dos indivíduos e da sociedade.

O terceiro princípio sustenta que deverá haver o máximo aproveitamento das potencialidades físicas, mentais e espirituais dos seres individuais e colectivos. Seres individuais e colectivos, neste contexto, significa, o indivíduo por um lado, e a sociedade como um todo, ou grupos dentro da sociedade, por outro.

Existem duas ideias-chave por trás deste princípio:

  • A primeira é a que cada indivíduo e cada grupo de indivíduos, deverá ser encorajado e ter oportunidade de desenvolver todas as suas capacidades físicas, mentais e espirituais ao máximo.
  • A segunda ideia é que há uma estreita ligação entre o bem-estar individual e o bem-estar colectivo, e que todas as instituições e actividades da sociedade deverão ser estruturadas e desenhadas, de forma a promover essa interacção. Enquanto o bem-estar colectivo deverá ter prioridade sobre o bem-estar do indivíduo, o bem-estar colectivo não tem sentido se as pessoas do referido colectivo estiverem deprimidas e necessitadas. Da mesma forma, todos deverão ter a liberdade de alcançarem os seus próprios objectivos e felicidade, mas não à custa dos outros.

Cada um beneficiará se promover o bem-estar individual motivado pelo espírito de promover o bem-estar colectivo.

  1. Deverá haver ajuste apropriado de utilização entre os recursos materiais, subtis e causais.

O quarto princípio introduz o conceito de ajustamento equilibrado – uma abordagem para o equilíbrio das potencialidades materiais, mentais e espirituais, bem como as suas utilizações de forma a maximizar o bem-estar individual e colectivo. A directriz básica para decidir o que é prioritário, quando confrontados com uma escolha possível de acção será dar prioridade à raridade e à subtileza. Idealmente, através de um ajuste equilibrado, as utilizações serão seleccionadas, a fim de se reforçarem mutuamente e visarem as metas a curto e longo prazo, sem comprometerem as aspirações espirituais das pessoas, nem as necessidades ambientais ou o próprio planeta. Por último, é necessária uma liderança adequada para garantir que as decisões sobre as utilizações têm em consideração todas as dimensões do bem-estar humano.

  1. A utilização deverá variar de acordo com as mudanças de tempo, espaço e forma, e deverá ser progressiva.

O quinto princípio reconhece que, como ambos os factores interno e externo estão em constante mudança, o método de utilização, também ele, muda. À medida que continuamente aumentamos a nossa compreensão acerca das ciências naturais, adaptamos novas técnicas para resolver desafios humanos e ambientais.

O quinto princípio não só enfatiza que as utilizações mudam, como também enfatiza que essas alterações deverão ser progressivas. Isto significa que a verdadeira mudança contribui para o desenvolvimento integral de todas as pessoas sem comprometer os direitos inerentes da natureza. Um pré-requisito para tal melhoria é o aumento da qualidade de vida. Isto é, mudanças progressivas reflectem uma melhoria global nos padrões de vida de toda a população, o que só pode ser provocado por um aumento da produtividade do trabalho e o aumento da cooperação humana voluntária, e em última análise, através do desenvolvimento de uma cultura baseada em valores universais, espirituais.

Este quinto princípio respira continuidade progressiva e equilíbrio para os outros quatro princípios de PROUT. Ele é a base da praticabilidade, da flexibilidade, universalidade e intemporalidade de PROUT. Face a uma miríade de desafios e resistências à mudança, o quinto princípio exige uma avaliação de mudanças nas condições ambientais, económicas e políticas, a fim de criar novas utilizações, mais eficientes, mais eficazes e mais subtis. Através de ajustes progressivos nessas utilizações, a sociedade poderá manter o bem-estar material, ampliar o conhecimento e a criatividade, e elevar a consciência espiritual. O uso da ciência e da tecnologia desempenha um papel fundamental neste desenvolvimento progressivo, desde que ele seja capaz de se adaptar às mudanças no tempo, lugar e pessoa.

Referências Bibliográficas:

“Principles for a Balanced Economy” – An Introduction to the Progressive Utilization Theory – Roar Bjonnes – 2012

 

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