A Astrologia da Transformação


Enquanto o poder autocrático do eu central domina e controla totalmente a mandala fechada da personalidade, a mente muitas vezes fica cega por esse poder. A mente só pode começar a tornar-se cônscia do propósito último e mais profundo a que deve servir quando o poder de integração “eu sou” tende a ruir, encontrando muita dificuldade em enfrentar problemas cruciais de vida como um indivíduo em constante conflito com outros indivíduos, numa sociedade cada vez mais caótica. Quando, ao mesmo tempo, outro tipo de poder operando através da alma exerce pressão constante sobre a mente e consegue penetrar na sua rígida estrutura com lampejos de inspiração e intuição, a mente percebe aos poucos – ou, em alguns casos, repentinamente – a sua ligação com o centro “eu sou” e com a natureza da sua função superior. Ela começa a trabalhar na construção do templo interno sob os impulsos do poder que ela sente de forma vaga em operação através da alma. Em termos simbólicos, esse poder é o da estrela no zénite – uma entidade irradiante de luz que pertence a um nível de existência mais do que individual – o nível no qual a realidade espiritual da Humanidade como um todo encontra o seu ser.

No simbolismo astrológico, este é o nível de existência representado pela nossa galáxia, a Via-Láctea. A estrela, cuja luz e poder se irradiam primeiro através da alma iluminando de forma eventual a mente, representa o estado transindividual de existência do ser humano.

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