Está preparado/a para acordar?


Esta newsletter pode ser dolorosa. Para evitar qualquer situação de (mais) dor, aconselho-o/a a fazer um simples exercício várias vezes enquanto lê: Pare de ler, foque a sua atenção na respiração. Uma vez é suficiente. Se puder, respire fundo. Sinta o ar a entrar nos pulmões, o abdómen a dilatar. Depois foque a atenção no ar a sair pela boca, ou nariz. Sorria. Desta forma conseguirá estar presente, no Agora.

Como aprendemos a sofrer? Acredito que a resposta esteja no ego. Quando pequenos, todos passamos por situações mais ou menos dolorosas. Desde o pai ou mãe ausentes, ao doce que não comemos por estar de castigo, até situações extremas em que a nossa vida corria sérios riscos de terminar precocemente. Independentemente das situações, todos fomos ensinados a suprimir as nossas emoções. E aqui começaram os nossos problemas. Uma emoção que não é expressa na totalidade fica armazenada no corpo, fisicamente (caso queira compreender este processo aconselho a ler os trabalhos de cientistas como James Oschman, Bruce Lipton, Rupert Sheldrake e Mae­Wan Ho, entre outros). E essas emoções, tóxicas, foram sendo acumuladas. O problema nunca foi a emoção negativa (raiva, ira, medo, etc), mas o facto de não ser expressa na sua totalidade. Alguma vez ouviu, na sua infância, expressões como “os meninos não choram”, ou “as meninas boas não fazem birras”, ou uma qualquer variante? As nossas células não só possuem uma memória, como a transmitem a novas células. E estas memórias permanecem no nosso corpo. Muitas das memórias que temos da infância podem ser dolorosas. Alguns exemplos: “Se não vens já para aqui ficas de castigo!” “O pai foi-­se embora porque já não gosta de nós.” “És muito estúpida!” “Se não comeres a sopa toda, o Pai Natal não te vai dar a boneca!” “Burro! Quantas vezes te disse para não fazeres isso?!” E depois há ainda as acções violentas contra a criança. As bofetadas, as ameaças, a violência a que a criança assiste a ocorrer entre os progenitores, entre vizinhos, na televisão, etc, etc, etc. Com cada afirmação negativa, ou acto de violência, a criança tem que suprimir pelo menos parte das emoções negativas que afloram. E essas emoções suprimidas vão­-se acumulando no corpo. Com cada emoção suprimida o corpo, incapaz de lidar com tanta toxina emocional, cria uma segunda entidade. Um Corpo de Dor. (Para saber mais leia o livro de Eckhart Tolle “Um novo mundo”). Este Corpo de Dor alimenta-­se exclusivamente da dor. E irá procurar alimento continuamente ao longo da vida. E, como se não bastasse, irá atrair as pessoas e situações ideais para se alimentar. As relações mais íntimas serão sempre com as pessoas que consigam alimentar o seu Corpo de Dor. O cônjuge, o colega de trabalho, o pai, o empregado de balcão, o ministro x. O Corpo de Dor é brutal na sua busca de sofrimento. O Corpo de Dor não é quem você é. É uma entidade em si. Uma entidade viciada no sofrimento. Mais viciada que o viciado em heroína. Com a ajuda do ego, irá sempre causar sofrimento. E consegue-­o através do pensamento. O pensamento do ego, continuamente a olhar para o passado ou a preocupar-­se com o futuro. Ambas as actividades completamente fúteis. Mas para sentir dor tem que obrigatoriamente ir ao passado buscar uma memória. Quando quer ter razão, quando os outros não agem como você deseja, quando se atrasa, quando há muito ruído, quando há muito silêncio, quando os governantes são mentirosos, quando os patrões escravizam, quando a esposa chega mais tarde a casa. Sempre que tem uma reacção emocional negativa aquilo que é, ao momento presente, pode estar seguro que é o Corpo de Dor a responder. Queremos continuamente ter a sensação de segurança. E no fundo sabemos que não existe. Então criamos um diálogo interno infernal! E são sempre os outros que deveriam mudar!

Possuímos milhares de desculpas para o nosso sofrimento. Mas nenhuma delas envolve a nossa pessoa. São os outros, os vírus, os alimentos, o ambiente, etc. E é uma grande mentira que cantarolamos ininterruptamente. Porque só nós somos os verdadeiros causadores de toda a nossa dor. Imagine a seguinte situação: Está um bonito dia de Primavera e você está a caminhar num belo parque na sua cidade. De repente dá­-se conta que está enterrado na lama até aos joelhos. Se você estiver Consciente, apenas irá aceitar aquilo que é (lama até aos joelhos), e a seguir tomar uma acção (sair da lama e ir a casa mudar-­se). Mas é isto que a grande maioria das pessoas faz? Não. Veja se é capaz de reconhecer algumas destas expressões: “Porque me acontece isto a mim?”, “Eu que tenho sempre tanta preocupação com os outros e sou castigado inocentemente!”, “A culpa é da Câmara! O Presidente da Câmara só se lembra de mim nas eleições, é um traste!”, “Esta lama é nojenta! Estou farto de lama!”, “Não me chegavam as preocupações com o trabalho e os filhos que agora ainda tenho que me preocupar com esta lama!”, “Maldita lama! Sempre a dar­-me cabo do dia!”, “Eu não mereço esta lama!”, “E se esta lama está contaminada?”, “Provavelmente vou apanhar uma gripe e a culpa é da lama!”, “E se amanhã há ainda mais lama aqui?…”, “O mundo está atolado de lama, que será de mim?!”, etc. É isto que as pessoas fazem perante uma situação negativa. Queixam­-se. Reclamam. Têm medo. E procuram a todo o custo evitar a situação! Claro que ao fazê-­lo irão ter mais do mesmo. Damos sempre mais poder àquilo que não queremos, e depois queixamos-­nos de ter mais do mesmo! E o ciclo vicioso perpetua-­se. Perpetua­-se porque continuamente evitamos o momento presente e pensamos no passado ou preocupamos-­nos com o futuro. Não queremos estar onde estamos a sentir o que sentimos. Mas a verdade é que só podemos estar onde estamos. Só temos passado quando pensamos nele. Da mesma maneira só temos futuro quando nos preocupamos. Eu conheço algumas pessoas ditas ‘espirituais’ que são tudo menos isso. Aliás, a afirmação “eu sou espiritual” é sempre dita por um ego insuflado. Ao acreditar que se é espiritual está a negar a própria espiritualidade. Vamos ao ego primeiro. Quem é que tu és?… Já reparou que numa qualquer situação social quando alguém lhe pergunta o que faz, a sua resposta, invariavelmente é qualquer coisa como “sou advogado, chef, dona ­de ­casa, médica, motorista”… Confunde o Ser com o Fazer. Afinal quem é você?… Se sabe responder a esta pergunta apenas lhe posso dizer que está errado. Quem você é não pode ser expresso por palavras. Quem você é apenas pode ser sentido. O seu problema é confundir o seu ego com a consciência por detrás do ego. A ideia que você tem de quem é, no mínimo é tão limitada como uma negação da própria Vida. Correndo o risco de criar uma definição para algo que não é possível definir, apenas sentir, diria que você é a Vida. É a Vida a expressar­-se na forma humana. É a Vida magnificente disfarçada, por uns breves instantes, em forma humana. Quando você diz “a minha vida…” está na verdade a separar-­se da Vida. Nunca se trata da sua vida, mas sempre e só da Vida. Mas é claro que o seu ego não gosta de ouvir isto. E vai lutar! Porque, na verdade, se você é a Vida, e tudo à sua volta é a Vida, como pode falar mal de alguém? Como pode tratar mal outro ser humano? Você é esse ser humano! Sempre achei curioso como algumas pessoas deixam que outros os tratem por ‘mestres’… Isso é um dos jogos favoritos do ego. Muitas das pessoas apelidadas de ‘espirituais’ são na verdade as que têm o ego mais inebriante. Um mestre afirma­-se pela sua pequenez. Por não dar importância ao que quer que seja que esteja a acontecer à sua volta. Não tem qualquer necessidade de se afirmar. Um mestre é aquele que afirma, perante qualquer situação, “também isto irá passar” e sabe o significado destas palavras. E são muito poucos por aí. Uma das principais características de muitos ‘mestres’ é criarem sistemas extremamente complexos. Criam uma infinidade de esquemas, mantras, imagens, conceitos. Baseiam a sua filosofia de vida num sistema altamente complicado. Tudo criado inteiramente pelo ego. E isso vê­-se depois nas suas vidas e nas reacções às situações que a vida lhes apresenta. Krishnamurti, depois de muitos anos a ensinar, decidiu um dia revelar o seu segredo. O que ele disse aos seus seguidores é um exemplo. “O segredo da minha vida é que não dou qualquer importância ao que quer que seja.” Só damos importância ás coisas e pessoas à nossa volta porque temos necessidade de ser importantes. Só reagimos ao comportamento dos outros porque acreditamos ser o centro do universo. Não o somos. Somos o próprio Universo a expressar­se na forma humana. E somos sempre espelhos uns dos outros. Aquilo que não gosta de ver nos outros está já em si. Como pode falar mal de alguém quando é de si mesmo que está a falar. Sempre. Pausa. Como está a reagir o seu Corpo de Dor neste momento? Sente­-se cheio de razão? Tem vontade de gritar ou chorar? Está a negar tudo o que leu até agora? Jamais caia na asneira de discutir com alguém cujo Corpo de Dor esteja activo! Não conseguirá ser ouvido. O Corpo de Dor impede-­nos de ter Consciência. Quanta mais dor estiver presente na sua vida neste momento, mais denso é o seu Corpo de Dor. E mais fácil será despertar. Será mais fácil porque ou você muda, ou a Vida desiste. Quando você estiver farto de sofrer. Quando disser em voz alta “basta!”. Aproveite para respirar fundo. Sinta a Presença de Quem Você É dentro de si. Não há uma técnica para despertar. Apenas a Consciência. Aceite aquilo que é neste momento. Pode ser um amigo que morre, ou um patrão mal­humorado, ou dores provocadas por uma doença. Renda-­se aquilo que é. Aceite a morte do amigo. Aceite o mau humor do patrão. Aceite as dores no corpo. E depois respire fundo. Foque toda a sua atenção na respiração. Sorria ao expirar. É assim que você consegue viver o momento presente. E o momento presente é o único que existe. Depois de aceitar o momento presente, de sentir que é parte integrante do momento que se apresenta agora, poderá começar a sentir que não tem que fazer nada. A partir do momento que se sinta uno com a Vida torna-­se um instrumento da Vida. Deixe que a Vida, Consciência, Universo, Deus, se expresse através de si. E pode expressar-­se causando a perda do emprego, ou a separação da pessoa amada, ou de uma doença incurável. Mas também pode expressar-­se através da ajuda a outro semelhante (que em realidade é você mesmo), da direcção de uma grande empresa ou da aventura em terras estrangeiras. A Vida quer conhecer­-se, experienciar-­se, de todas as maneiras possíveis. Negar o que está a acontecer no momento presente é negar a própria Vida. Lembre-­se que se está a sofrer, emocional ou fisicamente, a dor não é quem você é. A dor é apenas um ínfimo aspecto da totalidade do seu Ser. Procure o espaço vazio entre os seus pensamentos. Pode fazê-­lo através de uma respiração consciente. A Vida só pode dar­-lhe o que você lhe der primeiro. É sempre a si que está a dar. A Vida à sua volta é você. Ao mesmo tempo é um espelho do que está em si. E irá sempre dar-­lhe o que você lhe oferecer primeiro. Se quer uma vida sem dor, porque não começar a ajudar alguém com dores, em vez de se queixar, e apaziguar essa dor na outra pessoa (é de si mesmo que estará a tratar). Ou talvez queira uma relação amorosa. Porque não começar já a dar o amor que quer receber? Talvez queira ensinar outros. Torne­-se aluno. No momento presente irá encontrar todo o poder que necessita para fluir, para ser uno com a Vida. A Vida nunca foi separada de si, o seu ego e o Corpo de Dor é que tomaram a decisão de se separar. Mas a separação é ilusória.

Há pessoas que me dizem coisas giras, como por exemplo “tu não sabes o que são dificuldades, por isso é que falas assim”! Tenho 39 anos, quase 40. Já fui diagnosticado com uma doença incurável e fatal, já fui sem­-abrigo, já passei fome, já senti a minha vida ameaçada, já me senti tão só e desesperado que contemplei o suicídio. E sei que no futuro talvez passe por experiências tão ou mais fortes que as anteriores. Tudo passa, e nada é assim tão importante. Mas a Vida… A Vida irá sempre experienciar­-se de muitas e maravilhosas maneiras. Olhe à sua volta!

Mas tudo isto são histórias. O único momento que eu tenho é este. Agora. Consigo contar situações do passado sem qualquer emoção, não porque sou frio ou distante mas porque vejo essas situações como algo que não está presente Agora. E Agora é o único momento que vale a pena viver. É na verdade o único momento que consegue viver. Se está a sofrer lembre­-se a si mesmo que é através do sofrimento apenas que conseguirá dissolver o Corpo de Dor. Só através do sofrimento é que conseguirá crescer verdadeiramente. Desejo­-lhe, neste momento, que comece a despertar. A despertar para a única verdade. Este momento é o único que pode Ser. Aceite-­o.

As más notícias. Há alguns anos li um livro do Dr. Amit Goswami, intitulado O Universo Auto­Consciente (The Self­ Aware Universe). Foi o primeiro livro, bastante científico na verdade, que me começou a despertar para aquilo que lhe vou dizer a seguir. Você é a Vida (ou o Universo, a Fonte, Consciência, Deus), a experienciar-­se na forma humana. E a Vida quer agora tomar consciência de Si. Não é daqui a 20 anos, é Agora. A Vida quer conhecer­-se Agora. Saber que É. E sabe que só pode ter consciência de Si Mesma através do sofrimento. Por este motivo cada vez mais pessoas sofrem. Cada vez há mais doenças, mais problemas a todos os níveis. A Vida está a gritar! Quer conhecer­-Se. Quer experienciar­-Se. Agora. Todas as estruturas humanas construídas através do ego e do Corpo de Dor estão a ruir. Bancos, instituições, governos, pessoas. Só pode ser assim. Ou acordamos ou padecemos, não há alternativa possível. E pode estar certo que o sofrimento irá intensificar-­se nos próximos dois anos. Irá atingir proporções nunca antes imaginadas. Mas também isto irá passar. E acredite que não é importante. Não lhe digo isto para que tenha medo. Também não é minha intenção ser alarmista. Nem criar desassossego. O meu único objectivo é facilitar-­lhe o processo de despertar. Acorde. Aprenda a Ser em vez de Fazer. É inútil tentar apagar a dor com medicamentos. Pergunte a qualquer pessoa a tomar anti-depressivos. Só conseguirá despertar estando no presente. No Agora. Reconhecendo o Corpo de Dor e o ego. Em relação ás pessoas à sua volta não tem que fazer nada. Simplesmente crie em si o espaço para as aceitar tal como são. E da próxima vez que surgir uma situação da qual queira fugir, ou reagir emocionalmente, lembre­-se de respirar. E nunca se esqueça de amar. Ame incondicionalmente tudo e todos. Porque é a si que envia o amor.

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Deixo-­lhe aqui algumas ideias para reflectir em silêncio. No presente. Lembre-­se de manter a atenção na respiração. Pode aceitar estas ideias. Mas sinta-­se livre para discordar. Ou, melhor ainda, para rir. Rir é sempre uma boa solução! É capaz de olhar para os seus pensamentos e ver a futilidade dos mesmos? Preocupar­-se nunca irá conduzi-­lo até à solução de qualquer problema. Ninguém consegue solucionar o que quer que seja através da preocupação. É melhor parar já. Uma ideia gira! Que tal colocar uma tabuleta na entrada do seu local de trabalho com a seguinte indicação: “Por favor verifique o estado do seu ego antes de entrar”. O Corpo de Dor adora o passado. É no passado que ele vai buscar a refeição seguinte. Tem que estar preparado para deixar partir o passado. Lembre-­se que não se trata nunca da “sua” vida, mas sempre e só da Vida. O Corpo de Dor é uma entidade em si que não consegue existir sem dor. E também não consegue existir muito tempo no momento presente. O momento presente é sempre sagrado. Onde quer que você esteja conseguirá sempre ver o Sagrado se estiver presente. Como estar no momento presente: aceite tudo aquilo que é, tudo o que está presente na Vida agora. Você nunca esteve separado da Vida porque você é a Vida. Você é uno com a Vida, uma parte essencial da Vida. Você é uma forma adoptada pela Vida para se expressar. Qual o seu propósito na Vida: o que quer que seja que esteja a fazer, ou ser, neste momento. Porque só tem este momento. Um propósito mais grandioso? Equilibrar o aspecto físico de quem é com o aspecto da consciência de quem é. Tu és sempre o ser mais importante na Dança da Vida. Dança-­a! É mais fácil ser ar do que ser uma parede. Quando estiver a enfrentar uma situação em que alguém está a ser agressivo consigo, a agressividade irá atingi­-lo como uma tonelada de ferro a cair sobre uma parede. Já imaginou o que aconteceria se você, em vez de ser a parede, fosse simplesmente ar?… Que tal começar a respirar fundo e sorrir?… Aceite de uma vez por todas que nunca se trata dos outros. Ninguém poderá tornar a sua vida melhor ou mais feliz. Isso é uma das ilusões favoritas do Corpo de Dor. Nunca é importante aquilo que os outros dizem ou fazem. Só é importante a minha reacção ao que os outros dizem ou fazem. E mesmo a minha reacção é insignificante! O dia em que despertar irá rir-­se como nunca se riu antes. Irá ver a loucura colectiva à sua volta. E a loucura colectiva é hilariante! Como pode dizer que está farto do mal-­estar na ‘sua’ vida e logo a seguir falar mal da Vida?! De cada vez que se queixa, que critica, que aponta o dedo… É apenas de si mesmo que está a falar. Quando é que se vai cansar do papel de vítima? (Já estou a ouvir uma vozinha a dizer “mas não compreende, as minhas dores não me deixam!” – em primeiro lugar a correcção: nunca diga “minhas dores”, não são sua propriedade, a menos que assim o queira. São apenas dores. E as dores podem ser aceites. Não lute). Sorria à Vida pelo menos uma vez por hora! Pode ser ao ver um pássaro, ao ouvir uma voz estridente, ao sentir o frio na cara. Sorria! A Vida irá sorrir-­lhe de volta. Sempre.

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