O Futuro da Educação

Neo-Humanismo – A Renovação Ideológica

A educação pública tem sido alvo de diversas tentativas infrutíferas que visam a sua renovação. Pois, ainda, vivemos tempos de crise no que concerne a valores e a ideais, que ensombram o caminho de quem procura uma verdadeira orientação para uma educação em sintonia com o progresso e a evolução do ser humano.

Entretanto, têm surgido ao longo das últimas décadas, métodos de ensino, que urge aplicar no ensino público, e que vêm regenerar filosofias, que retornam ao ideal da Escola Socrática, na qual se aprendia por gosto, por troca, por fraternidade, e que estão mais harmonizados com o propósito de evolução das nossas crianças. A escola, mais do que um lugar onde se “reprogramam” crianças com quantidades alarmantes de informação, nem sempre verdadeiras, deverá ser um espaço de transmissão de valores, de formação de pessoas cívicas e plenas, e de catalisação dos seus próprios processos, enquanto seres em constante transmutação. Na vida, a realização acaba por ser determinada pelos nossos príncipios e a nossa fidelidade a eles.

TWw0gu1_FotorA concretização destes ideais passa pela transformação interior de quem educa, que irá receber como espelho, apenas o reflexo do seu próprio interior. Torna-se necessário que cada indivíduo, assim como cada cultura encontre o seu caminho inerente à verdade da sua própria experiência, sem que se imponha aos outros. É este retorno à unidade da natureza essencial que nos permitirá realizar o encontro com a fé interior, com a divindade imanente e absoluta que existe em cada um de nós. Nesta perspectiva podemos então enquadrar-nos numa nova filosofia existencial – o Neo-Humanismo, que aposta na qualidade dos valores e informação que passamos, ao invés da quantidade.

Também, os pais terão que assumir uma maior responsabilidade pela educação moral e espiritual dos seus filhos, pois o panorama mental deles é moldado pela influência do ambiente familiar, mesmo antes de frequentarem a escola.

As nossas crianças tornar-se-ão o património da sociedade futura
na medida em que os professores, pais e educadores sociais cumpram
correctamente com as suas obrigações.

“Será que no ensino da história, por exemplo, teremos, por ventura, que reverter aos maus hábitos, em que cada nação se glorificava frequentemente às custas de outras nações, na qual os factos eram sistematicamente alterados, na qual os pontos-chave na história são as várias guerras ao longo das idades – uma história, portanto, de agressões, do surgimento de uma civilização material e egoísta, com espírito nacionalista e, portanto, separatista, que fomentou o ódio racial e estimulou orgulhos nacionais?…

O mundo é hoje muito pequeno e os homens estão descobrindo… que a humanidade é uma só, não importa a cor da sua pele ou o país onde vivam… A educação precisa de ir de encontro às necessidades do espírito humano. Deve de auxiliar as pessoas a desenvolverem uma filosofia pessoal e senso de valores satisfatórios; a cultivarem o gosto pela literatura, música e artes; a crescerem na capacidade de analisar problemas e a chegarem a conclusões cuidadosas.

Os educadores que enfrentam a presente oportunidade mundial… devem preparar-se para um renascimento de todas as artes e para um novo e livre fluxo do espírito criativo do homem…”

Alice A. Bailey

Educação na Nova Era

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